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  • Foto do escritorClínica Ser

Setembro Amarelo

Como estamos no mês de setembro, queremos conversar um pouco sobre prevenção ao suicídio.


Mas antes, vamos mostrar alguns números:

· todo ano, cerca de 800 mil pessoas se suicidam no mundo;

· no Brasil, são registrados cerca de 30 casos por dia;

· 96,8% dos casos estão relacionados a transtornos mentais, destacando-se depressão, transtorno bipolar e abuso de substâncias;

· cada morte por suicídio afeta a vida de cerca de 50 pessoas;

· 9 em cada 10 casos poderiam ser evitados através de estratégias de prevenção.

Promovida pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria) e CFM (Conselho Federal de Medicina), a campanha Setembro Amarelo tem o objetivo de prevenir e reduzir estes números.


O suicídio é um assunto complexo, pois ninguém se mata por um único motivo, mas a prevenção é possível e algumas ações podem ser feitas por todas as pessoas. Permitir que as pessoas desabafem e falem sobre seus sentimentos sem receber críticas é um meio de evitar que se pense na morte como solução para as dores. A morte em si já é um tabu. Morte por suicídio costuma ser ainda mais, pois toca em questões de escolhas, crenças e barreiras sociais. Nesse sentido, muitas vezes há pouco debate e divulgação. (fonte: CVV)



Oficialmente, 10 de setembro é o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio; entretanto, a mobilização do Setembro Amarelo acontece durante todo o mês, o que só demonstra o quanto é importante conversar sobre o suicídio, desmitificando a cultura e o tabu em torno do tema.


Coordenador nacional da Campanha e presidente da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), Dr. Antônio Geraldo da Silva afirma que prevenir o suicídio é falar corretamente sobre o tratamento dos transtornos psiquiátricos:

"Em 2019, trabalhamos com o conceito de que combater o estigma é salvar vidas. Tendo em vista a relação entre o óbito por suicídio e a presença de transtornos psiquiátricos, não podemos ignorar esta informação. O acompanhamento correto da doença mental de base é o primeiro passo para cessar a ideação e o comportamento suicida, que desaparece por completo após o tratamento adequado e multiprofissional."





Ele também destaca que o papel da sociedade é fundamental para que a Campanha e suas mensagens cheguem ao maior número de pessoas possível, incluindo ações efetivas de orientação sobre o risco, fatores de proteção e também na emergência do suicídio.


Fonte: Sinopsys Editora

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